Vida de traça

evolução literária


- Vocês têm aqui o livro novo da Clarice?

- A Bean?! Tenho sim, só um minuto!

enquanto isso, na vila

- Oi! Aqui é fulano de Porto Alegre. Pode pegar um livro pra mim?

- Claro! Qual é?

- O título é Barbaridade, tchê!, o autor é o Corrêa.

- Hm. Sabe como ele é?

- Tem o Seu Madruga na capa!

Carga pesada

ou
é uma cilada, bino!

É sabido por todos que Recife, a cidade que nunca chegou aos 20º, tem apenas uma estação, o verão, com duas subdivisões: “calor” e “calor com chuva”. Sendo assim, o povo da cidade onde a sensação pós-banho não dura mais que cinco minutos vê em tudo um motivo para cair dentro de um copo com algo gelado. Ou não tão gelado assim.

Marcando o início da carreira jornalística (cof) deste blog, o lero-lero registrou, em pleno veraneio, uma inusitada festança entre amigos regada a muita cerveja:

uma nova schin gelada vindo de bandejaaa

Nas fotos acima pode-se ver metade dos moradores da Vila dos Milagres (e alguns motoristas) correndo em meio ao trânsito da BR-101 para garantir o estoque etílico do espetinho do fim de semana. Pouco após ter registrado a alegria incontida da comunidade, a imprensa chegou ao local e foi recebida a pedradas quando tentou fazer o mesmo. Bobinhos. Segundo soube, essa não foi a primeira vez que um caminhão de cerveja tombou no trecho, maior indicador de que santo de casa faz milagre e o nome da vila não é em vão. E no Recife, agora, calor com chuva.

Blim blom, blim blom, blim blom

O aniversário de J.C. veio, passou, e resta, agora, fazer a retrospectiva da data:

- Segue a infâmia do “Feliz Natália”. Entra ano, sai ano e as pessoas continuam achando graça nesse trocadilho que exerce um efeito parecido com o da piada do celta preto - algo como “hahaha! dã.” ou, pra ser temática, “ho ho ho”;

- Ainda usando o nome como mote: nas viagens de ônibus pela cidade percebi que a época afeta o juízo da criatura. Com todo o condicionamento cerebral, passar os olhos nas publicidades e ver, em 99,9% delas, 71,5% do próprio nome escrito causa certa paranoia. Ano que vem migro pra São Paulo em dezembro;

- Não vi, infelizmente, nenhum dos Esqueceram de Mim na Sessão da Tarde, mas derrubei uma montanha de panetone nas Lojas Americanas e senti que, assim, o espírito natalino foi honrado;

- Vi Zeca Camargo anunciar na tv que ia “dar dicas de como descongelar o peru e não errar na rabanada”, HEHE;

- Fui ao shopping no dia 23 à noite e, apesar de ter visto cinco pessoas se encararem de forma hostil enquanto provavam o mesmo vestido, sobrevivi;

- Ganhei, claro, um presente aleatório, mas deixei o 26 de dezembro, Dia Internacional de Trocar o Presente por um Presente Melhor, para os mais aflitos;

- E, por fim, aproveitei o post pra desejar um feliz ano novo! Agora que meu monitor não funciona randomicamente, escrever no blog é uma das metas da listinha de 2008.

Tô oca?!

*essa e outras verdades no chiqsland.

Capas pra dar e vender

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Esse mês, a revista alemã Cicero, sobre cultura política, saiu com uma tiragem de 160 mil exemplares. A publicação chegou às bancas com uma novidade: cada capa, das 160 mil, é única.

A idéia, inédita no mercado de publicações, mexeu com o projeto gráfico da revista (ao lado) e deu destaque às imagens do ano de 2007 do acervo anual da Reuters. Além das capas, cada revista tem, na lombada, uma linha diferente da imagem “Rein-Bild” - uma fotografia panorâmica de 4Km do maior rio alemão, desde sua nascente até a foz, feita pelo fotógrafo Stephan Kaluza.

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A Editora Ringier, dona da Cicero, foi um pouquinho além e enviou 11 mil revistas personalizadas com uma foto do destinatário para políticos, empresários e comunicadores. A 500 “leitores comuns” foi oferecida a encomenda de um exemplar com a capa que quisesse.

Quem pegou uma carona na idéia - e provavelmente bancou grande parte da brincadeira - foi a BMW, que fez valer o dinheiro gasto com publicitários e encomendou 160 mil anúncios diferentes sobre o lançamento de um modelo novo para serem veiculados na contracapa da revista.

Para os muito pacientes/desocupados/interessados, todas as capas podem ser vistas aqui e os anúncios das contracapas aqui. Boa sorte, heh.

Mickey Feio sem limites

O resultado da terceira edição do Concurso do Mickey Feio foi anunciado há cerca de 15 dias, mas só agora o Mickey Feio de Raíza Bruscky - premiado com uma menção honrosa pela “criatividade sem limites” - teve o seu ensaio completo revelado ao público. Segundo a autora, o ineditismo das fotos foi uma exigência contratual do concurso, além de ter sido fator decisivo para o sucesso da idéia.
O ensaio Mickey Feio em Kokomo traz fotos inéditas do rato com cicatriz de apêndice bebendo, posando, fazendo tatuagem de henna e, claro, em contato com os fãs. O álbum completo tá aqui.

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foto autografada para imprimir e botar na porta do guarda-roupa

***

Não gosta do Mickey, da Disney e de todo o imperialismo norte-americano que esse concurso colonizado representa?
Demonstre a insatisfação com o sistema e use toda a criatividade revolucionária para participar do Concurso do Che Feio. Hasta la vitoria siempre, camarada!

Na ativa

Minha primeira tentativa de relacionamento estável com a Velox foi há cerca de 4 anos. O “técnico” não conseguiu instalar, acusou a placa de rede nova, deixou um modem inútil aqui e a Telemar ficou cobrando pelo serviço não-prestado durante meses. A placa estava ok, a Telemar não recebeu um tostão e outro serviço foi contratado.

Seguindo o princípio do perdão e a atração exercida pela conexão de 1mb, uma nova chance foi dada. Em julho, a Velox foi instalada e funcionou por ligeiras 7 horas até morrer novamente. Depois, passou a funcionar duas horas por dia em horários aleatórios, mas nunca à noite. Segundo o técnico, dessa vez o problema eram os fios do apartamento, a instalação telefônica do prédio todo e a falta de isolamento térmico, heh.

Já sem esperança, sem paciência e presa a um contrato mínimo de um ano, sentei e esperei o dia em que o cabo vertical do prédio seria trocado. Até onde sei, a troca não foi feita, mas há duas semanas a internet está funcionando, magicamente, sem interrupções.

Animada com a novidade, formatei o computador - que estava lento demais - e arrumei o blog - que estava parado demais. Com novo endereço, um layout colorido (presente de Fernando) e um nome que traduz o total descompromisso, volto à ativa.

Só Jesus salva

“O sargento Ubirajara Alves e seus companheiros de farda sofreram um ataque na noite do dia 1º de setembro, quando dez homens chegaram à base da Polícia Militar atirando. Ele levou um tiro de raspão no tronco, um na perna e outro no braço. A quarta bala ficou alojada dentro de uma Bíblia, guardada em sua bolsa. E é essa pista que pode levar a polícia a um dos suspeitos dos disparos.”*

Estar na linha de fogo de dez figuras armadas e nenhuma ter mira é mesmo um milagre. Pena que não divulgaram qual foi o santo…

Tchibum

Com o PITI do meu computador durante o fim de semana não pude comentar o final da novela, como prometido. Mesmo com o assunto datado, confesso que achei engraçado o desfecho da história; foi do jeito que tem que ser: beem brega, com piadas infames, casais (chatos) felizes e nenhum compromisso com a coerência.

Apesar do grande astro da noite ter sido o personagem de Tony Ramos - que descobriu ter, no último capítulo da trama, um filho para cada pêlo do peito - relembro aqui a grande cena na qual Wagner Moura diz, aos três minutos e 50 segundos, que é uma piscininha:

“eu.sou.uma.piscininha”

essa que estreou parece ser mais comprometida com a realidade. Pelo que vi nas chamadas, apesar de não ter um marido marginal, a personagem-loira-poderosa de Susana Vieira já começa a novela levando uns chifres.

Dez minutos de VMB


Olhando as belas fotos dos fãs* do mais belo ainda Marilyn Manson, que fez um show em São Paulo no último dia 26, acabei descobrindo que o Video Music Brasil da MTV era hoje. Fui dar uma olhada na premiação, mas só peguei o final. Ou eu sou uma chata e resmungona que passou da idade do público alvo da tv xóvem, ou a coisa toda é um poço de vergonha alheia. Melhor considerar um pouco de cada.

Além das óbvias piadas ruins e dos pimpões apresentadores de categorias, dez minutos de VMB me renderam uma ou duas dúvidas. Uma delas é a presença de Bárbara Paz - cujo único feito nos últimos cinco anos foi ter saído cagando no mato na capa da Playboy do mês - como comentarista da premiação. Descolê que é, o comentário mais empolgado da atriz (?) foi que “adorou mesmo foi o show da Juliette Lewis” - a também atriz, vocal de uma banda meio mais ou menos que se apresentou durante a noite. Essa ao menos é bonita, heh. Enquanto isso, João Gordo ignorou as opiniões da moça e perguntou ao público quem tinha visto a Playboy e quantos tinham se masturbado com ela. Comentários pertinentes.

Porém, minha dúvida mais urgente é: O QUE É Nx Zero? Uns quatro rapazes de franjinha ganharam o prêmio de “Artista do ano” e eu nunca os vi mais gordos, me senti tão desatualizada. Bárbara falou que “eles mereceram o prêmio”, então vou acreditar, apesar dela não ter dito o motivo. Depois disso, restou a Daniella Cicarelli encerrar o VMB com o trocadilho “não deu zica, deu cica!”. Deu mesmo, né?

Quando acabou a premiação veio “a melhor parte!”, segundo um VJ da casa. Fiquei triste por ele, parece que coisa não melhorou muito - quando desliguei a tv tava passando um show da Cachorro Grande. Melhor sorte em 2008, Léo Madeira.

*Na foto, lá em cima, os amigos Lu e Edward Caim que queriam muuuito ouvir The Dope Show, Cake Sodomy e Little Horny no show do Manson. Espero que tenham conseguido! Imagina fazer essa maquiagem bónita em vão?